Missão paranaense visa ampliar cooperação cientifícia e tecnológica com a Nova Zelândia 09/03/2026 - 17:02
Uma comitiva do Governo do Paraná iniciou nesta segunda-feira (9) uma missão institucional na Nova Zelândia com o objetivo de fortalecer parcerias internacionais em ciência, tecnologia e inovação. A programação segue até o dia 18 e inclui visitas a universidades, institutos de pesquisa e órgãos governamentais nas cidades de Auckland, Hamilton, Wellington, Palmerston North, Dunedin e Christchurch.
A missão reúne representantes da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Biopark Educação, instituição que faz parte do ecossistema do Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark) e oferece soluções nas áreas de Educação. Representam a Seti na missão o diretor de Ciência e Tecnologia, Marcos Aurélio Pelegrina; e o coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná, Michel Jorge Samaha. Os representantes do Biopark Educação são o vice-presidente Paulo Rocha, e o diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Tiago Mendes.
O primeiro compromisso é uma visita a Universidade de Auckland, instituição que está entre as 100 melhores do mundo de acordo com o QS World University Rankings 2025. A universidade reúne mais de 40 mil estudantes matriculados, sendo cerca de 8 mil internacionais. A comitiva também esteve na Universidade de Tecnologia de Auckland, que conta com mais de 25 mil alunos. A instituição é reconhecida pelo alto índice de empregabilidade de seus graduados e pela forte conexão com o mercado de trabalho.
O grupo visitará mais seis universidades públicas da Nova Zelândia: Universidade de Waikato; Universidade de Victoria em Wellington; Universidade de Massey; Universidade de Otago; Universidade de Canterbury; e Universidade de Lincoln. Também estão previstas reuniões com centros de pesquisa e órgãos do governo neozelandês, como o Instituto Malaghan de Pesquisa Médica, o Ministério dos Negócios, Inovação e Emprego, o Ministério da Indústria Primária e o Ministério de Educação.
O diretor de Ciência e Tecnologia, Marcos Aurélio Pelegrina, destaca que a missão busca ampliar a cooperação científica e abrir caminho para projetos conjuntos. Segundo ele, a iniciativa busca aproximar pesquisadores, grupos e laboratórios dos dois países, conectando competências complementares e acelerando o resultado em áreas estratégicas para o Paraná. “A missão também pretende identificar boas práticas de governança em pesquisa e transferência de tecnologia e inovação com potencial adaptação à realidade paranaense”, afirma.
O Paraná vem fortalecendo sua relação institucional com a Nova Zelândia desde 2024, quando tiveram início as primeiras tratativas voltadas à cooperação acadêmica e científica entre os dois territórios. A parceria contempla áreas estratégicas para ambos os países, como agricultura, saúde humana e resiliência climática. Como parte desse processo de aproximação, no ano passado uma comitiva de representantes de universidades neozelandesas fez uma série de visitas às instituições da rede estadual de ensino superior do Paraná, ampliando o diálogo entre pesquisadores, gestores e estudantes.
Também no ano passado, foi assinado um memorando de entendimento (MOU) entre o Governo do Paraná e as universidades da Nova Zelândia para a criação de uma rede internacional de cooperação acadêmica e científica. O acordo, com duração de dez anos, prevê a integração entre as sete universidades estaduais paranaenses e as oito universidades neozelandesas, com ações voltadas ao intercâmbio de estudantes e pesquisadores e ao desenvolvimento conjunto de estudos.
Segundo o coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná, Michel Jorge Samaha, a missão representa um avanço no processo de internacionalização do sistema estadual de ciência e tecnologia. “A Nova Zelândia tem uma estratégia nacional e as universidades trabalham para impulsionar a transformação do conhecimento em impacto real na vida das pessoas, com foco no apoio de novos negócios com base tecnológica”, disse.
O Paraná mantém outras iniciativas de cooperação com a Nova Zelândia, especialmente na área educacional. Uma dessas ações é o Ganhando o Mundo, da Secretaria estadual da Educação, programa de intercâmbio de estudantes do ensino médio da rede estadual. Os alunos permanecem por um semestre letivo em instituições de ensino neozelandesas, vivenciando a cultura e aprimorando a formação e o domínio da língua inglesa.










